INTEGRIDADE NO FALAR E AGIR
Mateus 5:38
“Seja, porém, a sua palavra: Sim, sim; não, não; o que passar disto vem do maligno.”
Quando leio essas palavras de Jesus, sinto um profundo chamado à simplicidade e à verdade. Vivemos em um tempo em que muitas vezes a palavra das pessoas perdeu valor. No trabalho, nas redes sociais, até nas relações familiares, vejo como é comum exagerar, omitir ou até inventar para parecer melhor, para impressionar ou simplesmente para escapar de uma responsabilidade. E eu mesmo percebo como não estou imune a essa tentação.
Jesus me lembra que a integridade começa naquilo que eu falo. Se digo “sim”, devo cumprir. Se digo “não”, devo manter-me firme. Minha palavra deve carregar peso, não porque eu juro ou porque tento convencer, mas porque vivo na verdade. Isso me desafia, porque exige coerência entre o que eu falo e o que eu faço.
Percebo que muitas vezes em uma situação de incoerência torna-se uma brecha para o engano onde as suas raízes vem do maligno.
No mundo atual, em que a palavra muitas vezes é descartável e promessas são quebradas com facilidade, ser alguém de “sim, sim; não, não” é um testemunho poderoso. É viver de forma tão íntegra que as pessoas saibam que podem confiar em mim, porque minha fala não é vazia. É dizer a verdade mesmo quando isso me custa. É não usar máscaras, mas permitir que minha vida reflita o caráter de Cristo.
Eu percebo que essa prática não é apenas uma questão moral, mas espiritual. Cada vez que decido ser transparente e verdadeiro, fecho a porta para a mentira, que é a linguagem do maligno. Cada vez que assumo minha palavra, ainda que isso me traga desconforto, eu escolho viver na luz.
Precisamos sempre mantermos firmes na fé em Cristo, com o nosso agir pensar e falar, de forma a alinhar o nosso coração, para que o nosso sim seja fruto de uma certeza, e que seja dito com amor, e com firmeza, e que não haja espaço para justificativas.
Ser simples e verdadeiro é um caminho de liberdade. Quando vivo dessa forma, não preciso temer, não preciso sustentar mentiras, não preciso carregar o peso da incoerência. Eu apenas deixo que a verdade de Cristo em mim fale mais alto.
E assim, sigo escolhendo a cada dia: que minha palavra seja clara, firme e verdadeira. Sim, sim; não, não.
Ao pensar mais profundamente nesse ensinamento de Jesus, percebo que ele não está apenas me instruindo a falar de forma simples, mas a viver de maneira íntegra. A boca fala do que está cheio o coração, e se meu coração for dividido, minha fala também será. Por isso, o “sim, sim; não, não” é mais do que uma disciplina de linguagem é um reflexo de quem eu sou diante de Deus.
Da mesma forma, preciso estar disposto a sustentar esse compromisso, mesmo que surjam imprevistos ou dificuldades. O Reino de Deus é edificado sobre a verdade, e quando sou fiel à minha palavra, participo desse testemunho.
Vejo também que esse ensino confronta a cultura do “politicamente correto” e das aparências. Hoje, muitas vezes, as pessoas falam o que o outro quer ouvir, mesmo sem acreditar de fato. Mas Jesus me chama a um padrão mais elevado, a coerência. O que digo deve estar alinhado não apenas ao que penso, mas ao que vivo. Isso me obriga a ser mais consciente do que falo e a depender mais do Espírito Santo para que minhas palavras sejam cheias de graça e verdade.
Outro ponto importante é perceber que a mentira, mesmo em detalhes pequenos, abre espaço para a atuação do maligno. Ele é chamado de “pai da mentira” (João 8:44), e cada vez que escolho distorcer a verdade, por menor que seja, me aproximo da sua influência. O contrário também é real:, quando escolho a verdade, mesmo que doa, abro espaço para a luz de Cristo reinar em mim.
Isso me faz entender que viver o “sim, sim; não, não” é uma forma prática de resistir ao diabo. É como se, a cada escolha pela verdade, eu fechasse portas para a mentira, para o engano e para a confusão que ele tenta semear. A simplicidade da palavra verdadeira é uma arma espiritual poderosa.
Concluo essa reflexão entendendo que cada palavra que sai da minha boca pode ser um reflexo do céu ou uma brecha para o maligno. Escolher viver com um “sim” e um “não” verdadeiro é escolher viver à luz de Cristo. É optar por um coração simples, limpo e confiante
. Este é o meu posicionamento diário, mantendo firme a minha fé e de forma respeitosa o meu próximo, evitando contendas e falsas expectativas, tendo a verdade como escudo e vivendo em concordância com a palavra de Deus.
Minha oração é que, em um mundo onde a mentira e a manipulação são tão comuns, eu seja uma testemunha viva da verdade. Que meu falar inspire confiança, traga paz e glorifique a Deus. Porque, no fim, o que ele deseja de mim não são discursos elaborados ou promessas grandiosas, mas um coração sincero que fala a verdade com amor.
Assim, decido: minhas palavras não serão vazias nem dúbias. Meu “sim” será sim, meu “não” será não. E tudo o que eu falar será guiado pela verdade que liberta.

