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ATÉ O FIM ELE NOS SUSTENTARÁ

“Até aqui o Senhor tem nos ajudado, com a sua proteção, cuidado e com o amor que ultrapassa toda compreensão humana. Ele nos fez cidadãos do Seu Reino, forjados como ouro no fogo, provados para sermos aprovados, a fim de que, muito em breve, possamos retornar ao nosso lar celestial.”

Quando olhamos para trás, percebemos que não chegamos até aqui por nossas próprias forças. Cada livramento, cada vitória e até mesmo cada lágrima que nos ensinou a confiar mais em Deus foram instrumentos do seu amor. O Senhor tem estado presente em cada detalhe da nossa caminhada, guiando nossos passos e nos sustentando nos dias de fraqueza.

A Palavra nos lembra: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Samuel 7:12). Esse “até aqui” não fala apenas do passado, mas também nos aponta para o futuro, pois se Ele nos ajudou até agora, continuará sendo fiel em cada nova etapa da jornada.

Somos cidadãos do céu (Filipenses 3:20), chamados a viver neste mundo como peregrinos. Muitas vezes, o processo de forjar nosso caráter doi, como o ouro que é purificado no fogo. Deus permite as provações não para nos destruir, mas para nos aperfeiçoar. Ele nos molda com paciência, retirando de nós as impurezas, até que Seu reflexo se torne visível em nossa vida.

Ser provado é parte da caminhada cristã, mas a certeza é esta: “Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12). Assim, cada lágrima não é em vão, cada luta tem um propósito, e cada vitória é para a glória dele.

O céu é a nossa verdadeira pátria. Aqui enfrentamos tribulações, dores e injustiças, mas não podemos esquecer que tudo isso é passageiro. Há uma promessa viva que nos sustenta em breve, ouviremos o chamado do Pai para voltarmos ao lar celestial. Ali não haverá mais choro, nem luto, nem dor, porque o próprio Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima (Apocalipse 21:4).

Portanto, seguimos firmes, sabendo que Aquele que começou a boa obra em nós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6). Nossa esperança não está nas coisas deste mundo, mas no cumprimento da promessa eterna. Que possamos perseverar em fé, lembrando sempre que não estamos sozinhos o Senhor caminha conosco.

Até aqui ele nos ajudou, e continuará nos ajudando, até o dia em que, enfim, ouviremos as palavras mais esperadas: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

Se pararmos para refletir, veremos que a vida cristã é uma jornada marcada por altos e baixos, mas sempre cercada pelo cuidado do Pai. Muitas vezes, não compreendemos os caminhos pelos quais ele nos conduz, mas podemos descansar na certeza de que tudo coopera para o bem daqueles que O amam (Romanos 8:28). Mesmo quando não enxergamos a saída, ele já preparou o livramento. Quando pensamos estar sozinhos, descobrimos que Sua presença nunca nos deixou.

A fé é o alicerce que sustenta essa caminhada. Sem fé, seria impossível suportar as adversidades, pois ela é a certeza do que esperamos e a convicção do que não vemos (Hebreus 11:1). É pela fé que cremos nas promessas, mesmo sem ainda experimentá-las plenamente. É pela fé que seguimos, mesmo quando o horizonte está nublado. E é pela fé que aguardamos ansiosos a manifestação gloriosa de Cristo, quando finalmente nos reuniremos com ele.

Neste mundo, somos estrangeiros e forasteiros (1 Pedro 2:11). Isso significa que não devemos nos apegar às coisas passageiras, pois tudo o que é terreno tem prazo de validade. As riquezas, os prazeres e as conquistas humanas não podem se comparar com a glória que nos espera. Paulo declarou: “As aflições do tempo presente não podem ser comparadas com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8:18). Essa promessa enche o coração de esperança e nos dá força para prosseguir.

Cada prova é uma oportunidade de amadurecimento espiritual. Assim como o atleta é treinado com disciplina e resistência para alcançar a vitória, também somos preparados pelo Senhor para herdar a vida eterna. Ele não nos prova além do que podemos suportar (1 Coríntios 10:13), mas nos dá graça e força em cada desafio. O fogo da provação nos molda, e o resultado é um caráter mais parecido com o de Cristo.

Além disso, não caminhamos sozinhos. O Espírito Santo é nosso Consolador, nosso Guia e nosso Mestre. Ele nos fortalece na fraqueza, intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26) e nos conduz à verdade. Sem ele, seria impossível viver uma vida de santidade, mas com ele somos capacitados a vencer o pecado e permanecer firmes até o fim.

O retorno ao lar celestial não é apenas uma esperança distante, mas uma promessa real. Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar” (João 14:2). Essas palavras são um lembrete de que nossa história não termina aqui. Haverá um reencontro glorioso, uma festa eterna, onde estaremos para sempre com o Senhor.

Portanto, nossa missão agora é perseverar, guardar a fé e anunciar as boas-novas do Reino. Cada dia é uma oportunidade de viver para a glória de Deus, de sermos luz em meio às trevas e testemunhas do amor de Cristo.

Chegará o dia em que não haverá mais despedidas, nem dores, nem saudades. Estaremos diante do trono, vestidos de vestes brancas, cantando: “Digno é o Cordeiro que foi morto”. Até lá, seguimos firmes, confiando que Aquele que prometeu é fiel para cumprir.

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Diante de tudo isso, precisamos entender que nossa caminhada não é em vão. Cada passo dado na direção da vontade de Deus é precioso aos olhos do Pai. O Senhor conhece o íntimo de nossos corações, sabe das batalhas internas e externas, e valoriza até mesmo os pequenos atos de obediência e fé. Nada passa despercebido diante dele, porque ele é justo e recompensador daqueles que O buscam (Hebreus 11:6).

O cristão vive na tensão entre o já e o ainda não. Já fomos alcançados pela graça, já fomos feitos filhos de Deus e já experimentamos a alegria da salvação. Contudo, ainda aguardamos a plenitude dessa herança, quando a eternidade se manifestará em sua totalidade. Essa tensão não deve nos desanimar, mas sim nos impulsionar a permanecer firmes. É uma lembrança de que este mundo não é o destino final, mas apenas a estrada que nos leva ao lar verdadeiro.

Enquanto isso, precisamos cultivar uma vida de santidade. Não se trata de perfeição humana, mas de entrega diária ao Senhor. Santidade é separação, é viver para agradar a Deus mesmo em um mundo que rejeita seus princípios. A santidade nos prepara para o encontro com Cristo, pois a Palavra declara: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

O caminho é estreito, e muitas vezes solitário, mas não estamos desamparados. Cristo mesmo disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20). Essa promessa é âncora para o coração. Quando as tempestades da vida tentarem nos abalar, podemos descansar sabendo que Ele está no barco. Ainda que os ventos soprem forte, o Mestre tem poder para acalmar as ondas e nos conduzir em segurança.

É necessário também mantermos viva a chama da esperança. O inimigo tentará nos desanimar, lançando dúvidas e distrações, mas devemos manter os olhos fixos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2). Ele já venceu, e porque Ele venceu, também venceremos. Nossa vitória está garantida não por nossas forças, mas pelo sangue do Cordeiro que foi derramado na cruz.

E que alegria será ouvir a trombeta soar. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:16-17). Esse será o grande dia da consumação da nossa esperança. O choro dará lugar ao riso, a tristeza à alegria eterna, e a luta ao descanso glorioso.

Até lá, seguimos como soldados do Reino, empunhando a espada da Palavra, revestidos da armadura de Deus (Efésios 6:10-18). Nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra forças espirituais. No entanto, não precisamos temer, pois maior é o que está em nós do que o que está no mundo (1 João 4:4).

Por isso, não desanime, não recue, não perca a fé. Cada dia de perseverança nos aproxima da coroa da vida. Cada oração feita em lágrimas será transformada em louvor. Cada renúncia por amor a Cristo será recompensada no trono eterno.

Assim, terminamos esta reflexão com a mesma convicção com que começamos: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Ele é fiel no início, no meio e será fiel até o fim. O mesmo Deus que nos sustentou até agora nos conduzirá até o último suspiro desta vida e nos receberá em glória.

E quando estivermos diante dele, todo o sofrimento parecerá pequeno diante da imensidão da glória celestial. Ali, finalmente, entenderemos plenamente o amor que ultrapassa todo entendimento humano. Ali, seremos recebidos como filhos amados, herdeiros do Reino e participantes da eternidade ao lado do Pai.

Portanto, permaneçamos firmes. A jornada pode ser árdua, mas o destino é glorioso. O lar celestial nos espera, e a voz do Mestre nos chamará pelo nome. Que possamos, naquele dia, ouvir as palavras tão aguardadas:

“Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21).

Até aqui Ele nos ajudou. Até o fim Ele nos ajudará. E por toda a eternidade estaremos com Ele, no lar onde nunca mais haverá separação. Glória a Deus por tão grande promessa.A

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