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 ESPERANÇA QUE TOCA O CÉUS

Entre o céu e o chão, aqui estou eu, envolto aos meus pensamentos. Meus olhos se erguem firmes para o alto, e nesse gesto encontro paz em minha alma. Grato sou ao Dono dos meus dias, Aquele que sustenta cada instante da minha existência. Ele é infalível, justo e fiel, e no Seu coração encontro refúgio seguro. Nele descanso, pois sei que Sua bondade é real, intransponível e eterna.

O Seu amor tem o som de muitas águas, uma melodia suave e poderosa que me envolve. Essa música celestial toca profundamente meu ser, elevando-me para além das limitações deste mundo. É como se o próprio céu se inclinasse para me abraçar, trazendo consolo e lembrando-me de que sou muito mais que amado: sou escolhido, cuidado e sustentado por Ele.

E quando penso na brevidade da vida, lembro-me de que os meus dias estão escritos em Suas mãos. Não há acaso, não há sombra de incerteza, porque aquele que me guia é o mesmo que desenhou as estrelas no firmamento. Diante d’Ele, minha alma se aquieta. Mesmo em meio às tempestades, encontro firmeza, pois Sua fidelidade é um farol constante, iluminando o caminho da esperança.

Entre as dores e alegrias, entre as perdas e conquistas, há sempre um fio invisível que me conduz ao coração do Pai. Esse fio é o amor inabalável que jamais falha. É o abraço que não se desfaz, a voz que acalma, a presença que nunca abandona. E quanto mais contemplo essa realidade, mais percebo que não estou sozinho, nunca estive, e jamais estarei.

Seus olhos me alcançam quando estou no vale e me erguem para que eu veja as montanhas. Seus braços me sustentam quando minhas forças se esgotam. Seu Espírito sussurra vida em meio ao silêncio e me lembra de que sou herdeiro de promessas eternas. Assim, sigo meu caminho com o coração grato e confiante, certo de que cada passo tem um propósito que vai além do que meus olhos podem compreender.

A vida pode ser incerta, mas o amor do Eterno. E é nesse amor que eu descanso. É nessa fidelidade que eu me firmo. É nessa graça que eu caminho. Porque entre o céu e o chão, meu coração já pertence à eternidade.

E quando os dias findarem e o tempo já não existir, ainda assim estarei seguro, pois estarei com Ele. Aquele que é, que era e que há de vir. Até lá, sigo em paz, sigo em fé, sigo em amor, porque sei em quem tenho crido.

Entre o céu e o chão, sigo minha jornada. Cada dia é um presente, cada amanhecer é um chamado à esperança. As cores do nascer do sol me lembram que o Criador renova sobre mim as Suas misericórdias, e que a vida é um sopro sustentado por Seu fôlego eterno. Ao olhar para o céu, não vejo apenas nuvens passageiras ou o azul profundo; vejo sinais do cuidado de um Pai que nunca falha.

É nesse espaço invisível entre a terra e o infinito que a fé floresce. Ela me faz enxergar o que os olhos não veem e me impulsiona a crer no que parece impossível. É como caminhar sobre águas turbulentas e, ainda assim, sentir a firmeza de um chão que não se abala, porque o chão em que piso é sustentado pelas mãos do Altíssimo.

Quando a mente se perde em preocupações e o coração vacila diante das incertezas, lembro-me de que há um Trono acima de tudo trono, um Reino acima de todos os reinos. E desse lugar, o Senhor reina soberano. Nada lhe escapa, nada O surpreende, nada foge ao Seu controle. Essa verdade é o que ancora minha alma e me faz prosseguir, mesmo quando o caminho parece árduo e a noite se estende.

Aquieto-me, e nesse silêncio encontro a voz que não cessa de falar: “Não temas, Eu sou contigo”. Essas palavras ecoam como rios de vida em meu interior. E como rios, elas não apenas fluem, mas também limpam, purificam e renovam. Porque o amor de Deus não é apenas sentimento; é ação constante, é providência invisível, é cuidado presente em cada detalhe.

Quando o cansaço da vida tenta me dobrar, sinto os braços eternos me sustentando. Quando as lágrimas caem, Ele mesmo as recolhe como quem guarda um tesouro precioso. Nenhum sofrimento é em vão, nenhum deserto é desperdiçado, porque o Deus que guia meus passos também transforma minhas dores em sementes de fé.

E assim, sigo caminhando. Cada dia, um novo aprendizado. Cada desafio, uma oportunidade de confiar mais. Cada vitória, um hino de gratidão ao Senhor que peleja por mim. E mesmo quando não vejo respostas imediatas, sei que o silêncio d’Ele é também um ato de amor, pois me convida a confiar além daquilo que posso compreender.

Entre o céu e o chão, meu coração já não busca riquezas passageiras, mas anseia pela eternidade. Porque tudo aqui é sombra, é reflexo, é provisório. Mas o que vem d’Ele é permanente, imutável, eterno. A esperança que carrego não se limita ao hoje, mas aponta para o dia em que verei face a face Aquele que hoje contemplo pela fé.

E então, naquele encontro final, saberei que todo o caminho valeu a pena. Cada lágrima terá sido transformada em alegria, cada batalha em coroa, cada oração em resposta perfeita. Estarei diante do Trono, não mais entre o céu e o chão, mas finalmente no lar para o qual sempre fui chamado.

Até lá, sigo grato, sigo firme, sigo amado. Porque sei que aquele que começou a boa obra em mim é fiel para completá-la até o fim. E essa certeza é a melodia que embala minha alma, é o abraço que me envolve, é a vida que pulsa em mim.

Assim, entre o céu e o chão, encontro paz. Mas sei que, em breve, não haverá mais chão, apenas céu, apenas eternidade, apenas Ele.

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