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A BELEZA DAS COISAS SIMPLES

Gosto das coisas simples, de apreciar o amanhecer do dia, o cheiro da terra molhada pela chuva e o perfume exalado pelas flores. Gosto da brisa suave que toca o rosto e me faz lembrar que a vida é um sopro, mas que nesse sopro há beleza, propósito e sentido. Aprecio também o som das águas do mar, com suas ondas indo e voltando como o próprio ritmo da vida. Contemplo com encanto um riacho de águas calmas, que segue o seu curso sem pressa, contornando os obstáculos e provando que até as pedras no caminho podem se tornar parte da paisagem.

A vida tem seus encantos e sua beleza escondida nos detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos aos olhos apressados. Aprendi que a simplicidade é um presente raro, que nos ensina a ver o extraordinário no ordinário. É na quietude da manhã, no canto dos pássaros, no aroma do pão saindo do forno, no abraço sincero ou em um gesto de carinho que mora a verdadeira riqueza. A alma se acalma quando aprendemos a valorizar o essencial, aquilo que o dinheiro não pode comprar, mas que o coração pode sentir.

A natureza é uma mestra silenciosa. Ela ensina que tudo tem seu tempo,  o tempo de florescer e o tempo de recolher-se, o tempo da chuva e o tempo do sol. E, em cada fase, há um propósito que contribui para o ciclo da vida. Assim também somos nós. Precisamos compreender que as estações da existência se alternam e que até nos invernos da alma há lições preciosas.

Aprendi que a felicidade não está nas grandes conquistas, mas nos momentos simples que aquecem o coração. É num sorriso sincero, numa oração feita com fé, numa tarde tranquila ou numa conversa que faz o tempo passar sem que se perceba. É nesses pequenos milagres diários que a vida se revela em sua plenitude.

Viver é também contemplar  não apenas com os olhos, mas com a alma. É perceber que cada amanhecer é uma nova chance de recomeçar, de perdoar, de amar e de agradecer. A vida é feita de instantes que, somados, formam memórias eternas.

Quando nos despimos da pressa e da necessidade de ter sempre mais, descobrimos que o verdadeiro tesouro está nas coisas simples. Elas nos conectam com o Criador, com a essência do ser e com a paz que vem de dentro. A simplicidade não é ausência de grandiosidade, mas sim a forma mais pura e bela de enxergar a vida. E é nela que encontro o sentido de tudo  no canto dos pássaros, no murmúrio das águas, no toque da brisa e na certeza de que, em meio à simplicidade, Deus sempre se revela.

 Quando aprendemos a desacelerar e a ouvir o som suave da criação, percebemos que o tempo não precisa ser um inimigo, mas um aliado que nos ensina o valor do agora. Cada instante é uma oportunidade de renovar a alma, de se reconectar com o propósito e de sentir gratidão pelas pequenas coisas que enchem o coração de paz.

O simples ato de observar o nascer do sol pode nos ensinar mais sobre esperança do que mil discursos. Ele se levanta todos os dias, mesmo quando as nuvens tentam escondê-lo. Assim também deve ser o nosso coração, levantar-se após cada noite escura, acreditando que o dia virá, e com ele, a luz que dissipa toda a sombra. É no silêncio da manhã que muitas vezes Deus fala mais forte, não por meio de palavras, mas através da serenidade que envolve tudo ao redor.

A simplicidade é a morada da sabedoria. É nela que encontramos o equilíbrio entre o ser e o ter, entre o desejo e a gratidão. Quem aprende a contentar-se com pouco, nunca será pobre; quem vive para acumular o supérfluo, jamais será verdadeiramente rico. As flores não competem entre si para ver quem é a mais bela,apenas florescem, cumprindo o propósito que lhes foi dado. Assim deveria ser o coração humano,  viver em plenitude, sem pressa, sem comparações, apenas florescendo onde foi plantado.

Gosto de pensar que a vida é como um riacho que segue seu curso, contornando as pedras e criando música com o movimento das águas. Há dias de calmaria, e há dias de correnteza forte. Mas, em todos eles, há beleza e aprendizado. Os obstáculos que encontramos não existem para nos paralisar, mas para nos ensinar a contornar, a persistir e a crescer.

Nos momentos de solidão ou de silêncio, encontro o espaço perfeito para conversar com a alma. É nesses instantes que percebo que não preciso de muito para ser feliz. Um coração em paz vale mais do que um bolso cheio. Um lar cheio de amor é mais precioso que uma casa luxuosa. A simplicidade é a arte de reconhecer o valor do essencial, é o olhar que vê o sagrado no comum e o divino nas pequenas coisas.

E quando olho para o céu, vejo que a grandiosidade de Deus se manifesta nas coisas mais sutis  na leveza das nuvens, no voo de um pássaro, no cair da tarde que pinta o horizonte em tons de ouro e laranja. Tudo isso fala sobre amor, cuidado e presença. O Criador se revela naquilo que é simples, porque o amor verdadeiro não precisa de adornos; ele apenas existe, puro e constante.

No fim, percebo que a vida não é uma corrida, mas uma caminhada. E caminhar devagar permite ver melhor o caminho, ouvir mais atentamente os sons da natureza e sentir a brisa que renova o espírito. Viver com simplicidade é compreender que o essencial está nas coisas que não podem ser compradas o amor, a fé, a paz, o sorriso e o toque de quem se importa.

E assim sigo, apreciando o amanhecer, o perfume da chuva, o som do mar e o murmúrio do riacho. Sigo vivendo o encanto das pequenas coisas, porque nelas descubro o milagre da vida e a presença constante de Deus. A beleza está nas coisas simples, e é nelas que a alma encontra o seu verdadeiro lar.

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