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OS SONHOS QUE HONRAM

“Porque na multidão de sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras; portanto, teme a Deus.”  Eclesiastes 5:7

Este versículo nos convida a olhar para dentro de nós com sinceridade. Vivemos em um tempo em que sonhar alto é incentivado, em que metas, projetos e conquistas parecem definir quem somos. No entanto, a Palavra nos chama a ter discernimento: uma multidão de sonhos pode esconder vaidade. Nem todo sonho nasce do coração de Deus; muitos nascem do desejo de reconhecimento, de aprovação, de status ou de realização pessoal que alimenta apenas o ego, mas não edifica a alma.

O texto não condena os sonhos, mas nos alerta sobre o excesso de sonho que se multiplica sem propósito, sem direção, sem oração, acaba se tornando um peso. É quando perseguimos tantas coisas ao mesmo tempo que perdemos o foco do essencial: a presença de Deus. Quantas vezes desejamos tanto algo que deixamos de perguntar a Ele se aquilo realmente faz parte de seu plano para nós.

E o verso  segue dizendo que nas muitas palavras também há vaidade. Falamos muito, prometemos muito, explicamos demais, mas muitas vezes nossas palavras não carregam verdade, compromisso ou profundidade. Deus não se impressiona com discursos bonitos, ele vê o coração por trás de cada frase. Às vezes, nossas palavras se tornam um esconderijo falamos para parecer fortes, espirituais, confiantes, mas por dentro estamos frágeis, inseguros e confusos. Outras vezes falamos demais e ouvimos de menos especialmente a voz de Deus.

Por isso a instrução simples e poderosa: “Portanto, teme a Deus.”
É como se dissesse: “no meio de tantos sonhos que tentam te puxar, no meio de tantas palavras que tentam te definir, lembre-se do essencial: ande com reverência diante de Deus.”

Temer a Deus é viver com consciência da sua presença, é buscar Sua vontade antes da nossa, é deixar que ele purifique os sonhos e filtre as palavras. Quando o tememos, nossos sonhos passam a ter propósito e nossas palavras passam a ter verdade. O temor ao Senhor nos livra da vaidade, do exagero, da superficialidade.

E, no fim, descobrimos que os sonhos mais importantes não são os que impressionam os outros, mas os que nos aproximam de Deus. E as palavras mais valiosas não são as que enchem os ouvidos, mas as que são vividas na prática.

Que este versículo nos ajude a viver com mais autenticidade, simplicidade e profundidade. Que nossos sonhos sejam guiados pela vontade de Deus e que nossas palavras reflitam um coração que O teme e O honra.

Quando aprendemos a temer a Deus de forma sincera, começamos a perceber que muitos dos sonhos que carregávamos não eram realmente essenciais. Alguns eram fruto de comparações,  outros  fruto da pressão social, outros simplesmente desejos antigos que nunca questionamos. O temor ao Senhor ilumina o coração, revelando o que tem valor eterno e o que é apenas passageiro. E essa revelação não vem para nos limitar, mas para nos libertar.

A verdade é que Deus não deseja que vivamos angustiados tentando alcançar tudo ao mesmo tempo. Ele deseja que vivamos com propósito. Quando entregamos nossos sonhos diante dele, Ele remove aquilo que nos faria perder tempo e fortalece aquilo que realmente faz parte de sua vontade. Sonhos alinhados ao coração de Deus deixam de ser vaidade e se tornam missão; deixam de ser peso e viram direção.

Além disso, o temor ao Senhor transforma a maneira como falamos. Quando compreendemos que nossas palavras têm peso diante de Deus, começamos a ser mais cuidadosos. Passamos a preferir o silêncio sábio às palavras vazias. Aprendemos que nem tudo precisa ser dito, nem tudo precisa ser explicado, nem tudo precisa ser prometido. Quem teme a Deus fala com verdade, com responsabilidade e com humildade. Palavras se tornam sementes de cura, de encorajamento, de fé, de edificação.

O coração que teme ao Senhor também aprende a ouvir mais. Ouvir Deus, ouvir o outro, ouvir a própria alma. É no silêncio reverente que escutamos aquilo que realmente transforma. Muitas vezes Deus fala justamente quando paramos de falar. O mundo valoriza discursos longos, opiniões firmes e argumentações elaboradas; Deus valoriza um coração quebrantado e disposto a obedecer.

E é nesse equilíbrio que encontramos paz. Uma paz que não depende do número de sonhos alcançados nem da quantidade de palavras pronunciadas, mas da certeza de que estamos andando na vontade do Pai. Quando aprendemos a viver assim, até mesmo os nossos sonhos mais simples se tornam preciosos, porque sabemos que neles Deus está presente. E até as palavras mais curtas carregam força, porque nelas há verdade.

Temer a Deus é viver com consciência de que ele está em todos os detalhes. É consultar seu coração antes de traçar nossos próprios mapas. É desejar agradá-lo mais do que ser aplaudido. É saber que Ele conhece nossos pensamentos antes que os expressemos, e mesmo assim nos ama profundamente. O temor ao Senhor não nos afasta dele, ao contrário, nos aproxima com reverência e amor. Ele molda nossa maturidade espiritual e nos ensina a viver com propósito.

No fim das contas, este  é um convite ao equilíbrio e à profundidade. Ele nos chama a abandonar a vida superficial e a abraçar uma caminhada de sinceridade diante de Deus. A multidão de sonhos pode nos confundir, muitas palavras podem nos enganar mas o temor ao Senhor nos coloca no caminho certo, onde encontramos descanso para a alma e clareza para o coração.Que a nossa vida seja marcada não por sonhos vazios, mas por propósitos eternos.
Não por muitas palavras, mas por palavras verdadeiras.
E que, acima de tudo, o temor ao Senhor seja o nosso alicerce, nossa direção e nossa paz.

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